Projeto

Gruta da Prainha

Localizada a cerca de 50 km do município de Campo Novo do Parecis, a Gruta da Prainha é um local de alta relevância arqueológica, pois em seu interior encontram-se grafismos rupestres de ocupação humana pré-histórica. Em trabalhos arqueológicos anteriores de outros empreendimentos energéticos no curso d’água do Rio do Sangue, arqueólogos em trabalho com as comunidades indígenas Paresi-Haliti e Enawene Nawe, relatam que as etnias citadas, identificam os grafismos rupestres como sendo traços de suas tradições culturais. No entanto os pesquisadores pontuam, que isso seja uma conclusão não concreta e sujeita a estudos mais sistematizados. Independente disso, a área é considerada ocupação imemorial da etnia Paresi-Haliti.
Na Gruta da Prainha foi realizada a primeira etapa dos trabalhos espeleológicos, em especial à topografia com o objetivo de conhecer o nível altimétrico da gruta e relacioná-lo aos possíveis impactos pelo enchimento do reservatório. Este levantamento topográfico foi realizado pela empresa HES- PROJETOS E SERVIÇOS DE TOPOGRAFIA LTDA. Ficando para um próximo campo, o mapeamento espeleológico da gruta e o resgate (decalques) dos grafismos rupestres.
O NA do reservatório será de 363,30 m. Os trabalhos topográficos da Gruta da Prainha indicam que a parte mais baixa do piso atual no interior da gruta possui uma altitude de 363,443 m. Portanto, mesmo com a cota altimétrica superior à do futuro reservatório, o interior desta gruta será atingida diretamente com o enchimento do lago da PCH Inxú.
Para esta afirmação, Leva-se em consideração a elevação do lençol freático e a facilidade de infiltração d’agua, uma vez que a localidade é constituída de rochas areníticas.
O ponto de acesso à Gruta da Prainha é constituído por um afloramento arenítico, sendo convexa na superfície do topo, onde a inclinação sentido ao topo forma um ângulo com media de 45º. Neste trecho de afloramentos areníticos, segundo relatos do Sr. Vanderlei César Guollo, atualmente Secretário Municipal de Cultura e Turismo, era possível visualizar alguns grafismo rupestres há 10 anos atrás, semelhante aos encontrados no interior da Gruta. Porém hoje o local está depredado por ações antrópicas proveniente do turismo indiscriminado.

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